terça-feira, 23 de novembro de 2010

Viciados em f7

As autoras Carla Viana Coscarelli e Else Martins dos Santos discutem em seu texto “Viciados em F7? ” sobre o uso dos corretores textuais.
Tal discussão é bastante pertinente, pois hoje em dia, com o uso da informática, tudo tem evoluído de uma forma incontrolável. Até mesmo a escrita está mudando devido aos computadores. Exemplo disso, é a utilização do chat. Nele, os usuários abreviam as palavras para economizar tempo nas conversas.
                Outra situação em que vemos a influência da informática na escrita é o uso dos corretores de textos em nossas produções. Basta iniciarmos uma frase com letra minúscula e ele trabalha automaticamente, mudando-a para letra maiúscula. Ou quando digitamos uma palavra faltando letras, ou cometemos erros de ortografia, vemos que ele sublinha o termo “errado” de vermelho ou de verde (depende do caso) para chamar a atenção do produtor para a palavra. E o danadinho ainda nos dá sugestões para a tal grafia correta!
                Para alguns este recurso é ótimo devido à desnecessidade de perder tempo com algumas situações (como aquela de iniciar frase com letra minúscula). Mas há que seja contra esta ferramenta, argumentando que a utilização do famoso “F7” seja viciante, e faça com que o usuário deixe de usar o bom e velho dicionário.

Webquest sobre o Conto fantástico

1- Introdução

Você conhece o Conto Fantástico? Já leu algum? Eles existem apenas em livros? Quais suas características? Tentaremos descobrir quais são os elementos que pertencem a esse gênero, e também, descobriremos porque ele é chamado de conto fantástico. Seja bem-vindo a um mundo onde tudo é possível, onde as ideias mais absurdas podem acontecer!


3-Tarefa.

Produzir uma narrativa fantástica

4-Processo.

a-  Consulte o site http://lportuguesa.malha.net/content/view/42/1/  que fala sobre os elementos da Narrativa Fantástica e compare com o site http://recantodasletras.uol.com.br/teorialiteraria/444314 que fala sobre Narrativa de Ficção, e responda: existe diferença entre estes gêneros narrativos?
b- Leia o texto Metamorfose de Franz Kafka encontrado neste site http://www.culturabrasil.pro.br/ametamorfose.htm e destaque os elementos fantásticos encontrados no texto.
c-      Leia o texto O gato preto de Edgar Allan Poe, indicado neste site http://www.spectrumgothic.com.br/literatura/autores/allan.htm , e relate qual o elemento de suspense que mais chamou sua atenção.
d-     Após a leitura dos textos O gato Preto e a Metamorfose, e com base nos elementos narrativos, que tipo de narrador foi utilizado nos textos.
e-      Agora que você já aprendeu bastante sobre a narrativa fantástica, produza um texto com elementos deste tipo de narrativa. Não se esqueça de ler o seu texto ao final da produção.

5- Recursos

Você poderá consultar nos sites abaixo:

E para conhecer mais, consulte:

6-     Avaliação

      Verificar:
a-       Se o texto elaborado em dupla, possui clareza na linguagem empregada .
b-     As características marcantes do texto elaborado são mesmo do gênero Fantástico
c-      Emprego dos pronomes e verbos ( 1º pessoa e 3º pessoa) são de acordo com o narrador escolhido..
d-     Se foram organizadas de forma harmoniosa as partes da narrativa.

7-     Conclusão

Os alunos construíram um texto em dupla, a partir dos elementos relacionados com o gênero NarrativA Fantástica, bem como puderam ler textos de autores considerados mestres nesta modalidade.


8-     Créditos

Queremos agradecer a professora Else Santos Martins por nos orientar sobre a construção da nossa webquest.

9 - Referências.



sábado, 20 de novembro de 2010

Bagno faz apelo

Linguísta brasileiro faz apelo aos revisores
Inara Oliveira e Laura Oliveira

Marcos Bagno, em seu artigo para a revista Caros Amigos, publicado em fevereiro de 2009, faz um apelo aos revisores de textos. Ele que é também tradutor profissional a mais de vinte e cinco anos implora aos profissionais supracitados que parem de impedir que nós brasileiros escrevamos o ''verdadeiro português brasileiro''.
Bagno afirma que quando recebe os exemplares dos livros de sua autoria enviados aos revisores de textos, percebe que as obras voltam com diversas alterações sistemáticas causando-lhe certa irritação. O Tradutor exemplifica casos como o ''num'' e ''numa'' que são automaticamente corrigidos para ''em um'' e ''em uma'', e também o caso de ''tinha visto'' que é modificado para ''havia visto''. Outro fato citado pelo escritor é o uso da próclise (pronome antes do verbo) – ''conheço-te'', ''formei-me'' - que seria ''um fenômeno gramatical morto e enterrado na língua dos brasileiros há séculos''.
Ele brinca que estes revisores fazem parte de uma seita secreta que tem como missão boicotar o português brasileiro e que eles deveriam ouvir o que os renomados autores como Mário de Andrade, José de Alencar e monteiro Lobato há tempos defendem: a causa de falar e escrever na nossa língua, a língua brasileira.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O que é Literatura Infantil?

Afinal, o que é Literatura Infantil?

A designação infantil faz com que esta modalidade literária seja considerada "menor" por alguns, infelizmente.
Principalmente os educadores vivenciam de perto a evolução do maravilhoso ser que é a criança. O contato com textos recheados de encantamento faz-nos perceber quão importante e cheia de responsabilidade é toda forma de literatura.
A palavra literatura é intransitiva e, independente do adjetivo que receba, é arte e deleite. Sendo assim, o termo infantil associado à literatura não significa que ela tenha sido feita necessariamente para crianças. Na verdade, a literatura infantil acaba sendo aquela que corresponde, de alguma forma, aos anseios do leitor e que se identifique com ele.
A autêntica literatura infantil não deve ser feita essencialmente com intenção pedagógica, didática ou para incentivar hábito de leitura. Este tipo de texto deve ser produzido pela criança que há em cada um de nós. Assim o poder de cativar esse público tão exigente e importante aparece.
O grande segredo é trabalhar o imaginário e a fantasia. E como foi que tudo começou?

Origens da Literatura Infantil

O impulso de contar histórias deve ter nascido no homem, no momento em que ele sentiu necessidade de comunicar aos outros alguma experiência sua, que poderia ter significação para todos. Não há povo que não se orgulhe de suas histórias, tradições e lendas, pois são a expressão de sua cultura e devem ser preservadas. Concentra-se aqui a íntima relação entre a literatura e a oralidade.
A célula máter da Literatura Infantil, hoje conhecida como "clássica", encontra-se na Novelística Popular Medieval que tem suas origens na Índia. Descobriu-se que, desde essa época, a palavra impôs-se ao homem como algo mágico, como um poder misterioso, que tanto poderia proteger, como ameaçar, construir ou destruir. São também de caráter mágico ou fantasioso as narrativas conhecidas hoje como literatura primordial. Nela foi descoberto o fundo fabuloso das narrativas orientais, que se forjaram durante séculos a.C., e se difundiram por todo o mundo, através da tradição oral.
A Literatura Infantil constitui-se como gênero durante o século XVII, época em que as mudanças na estrutura da sociedade desencadearam repercussões no âmbito artístico.
O aparecimento da Literatura Infantil tem características próprias, pois decorre da ascensão da família burguesa, do novo "status" concedido à infância na sociedade e da reorganização da escola. Sua emergência deveu-se, antes de tudo, à sua associação com a Pedagogia, já que as histórias eram elaboradas para se converterem em instrumento dela.
É a partir do século XVIII que a criança passa a ser considerada um ser diferente do adulto, com necessidades e características próprias, pelo que deveria distanciar-se da vida dos mais velhos e receber uma educação especial, que a preparasse para a vida adulta.

O que é Cultura?

O que é cultura?
Por Tiago Dantas
É comum dizermos que uma pessoa não possui cultura quando ela não tem contato com a leitura, artes, história, música, etc. Se compararmos um professor universitário com um indivíduo que não sabe ler nem escrever, a maior parte das pessoas chegaria à conclusão de que o professor é “cheio de cultura” e o outro, desprovido dela. Mas, afinal, o que é cultura?

Para o senso comum, cultura possui um sentido de erudição, uma instrução vasta e variada adquirida por meio de diversos mecanismos, principalmente o estudo. Quantas vezes já ouvimos os jargões “O povo não tem cultura”, “O povo não sabe o que é boa música”, “O povo não tem educação”, etc.? De fato, esta é uma concepção arbitrária e equivocada a respeito do que realmente significa o termo “cultura”.

Não podemos dizer que um índio que não tem contato com livros, nem com música clássica, por exemplo, não possui cultura. Onde ficam seus costumes, tradições, sua língua?

O conceito de cultura é bastante complexo. Em uma visão antropológica, podemos o definir como a rede de significados que dão sentido ao mundo que cerca um indivíduo, ou seja, a sociedade. Essa rede engloba um conjunto de diversos aspectos, como crenças, valores, costumes, leis, moral, línguas, etc.

Nesse sentido, podemos chegar à conclusão de que é impossível que um indivíduo não tenha cultura, afinal, ninguém nasce e permanece fora de um contexto social, seja ele qual for. Também podemos dizer que considerar uma determinada cultura (a cultura ocidental, por exemplo) como um modelo a ser seguido por todos é uma visão extremamente etnocêntrica.

O que é Cidadania?

O que é Cidadania?Em direito, cidadania é a condição da pessoa natural que, como membro de um Estado, se acha no gozo dos direitos que lhe permitem participar da vida política. A cidadania é, portanto, o conjunto dos direitos políticos de que goza um indivíduo e que lhe permitem intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, seja ao votar (direto), seja ao concorrer a cargo público (indireto).A nacionalidade é presuposto da cidadania - ser nacional de um Estado é condição primordial para o exercício dos direitos políticos. Entretanto, se todo cidadão é nacional de um Estado, nem todo nacional é cidadão - os indivíduos que não estejam investidos de direitos políticos podem ser nacionais de um Estado sem serem cidadãos.No BrasilOs direitos políticos são regulados no Brasil pela Constituição Federal em seu art. 14, que estabelece como princípio da participação na vida política nacional o sufrágio universal*. Nos termos da norma constitucional, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de dezoito anos, e facultativos para os analfabetos, os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos e os maiores de setenta anos.*Sufrágio universal consiste na extensão do sufrágio, ou o direito de voto a todos os indivíduos considerados intelectualmente maduros (em geral os adultos, porém no Brasil os adolescentes acima de 16 anos têm direito ao voto), sem distinção de raça, sexo, crença ou estatuto social.Pode ser direto, no qual todos os eleitores votam, ou indireto, quando os eleitores elegem um colégio eleitoral o qual, por sua vez, elege um dos candidatos à magistratura em questão. Este método é usado, por exemplo, nos EUA para escolha do presidente e do vice-presidente da república.

O que é leteratura fantástica?

O termo “fantástico”, presente no título deste verbete, é oriundo do latim phantasticus (-a,-um), que, por sua vez, provém do grego φανταστικός (phantastikós) - ambas as palavras provenientes de "fantasia". Refere-se ao que é criado pela imaginação, o que não existe na realidade. É aplicável a um objeto como a literatura, pois o universo da literatura, por mais que se tente aproximá-la do real, está limitado ao fantasioso e ao ficcional. Todo texto fantástico tem elementos inverossímeis, imaginários, distantes da realidade dos homens. Há, como defende Jorge Luis Borges, uma causalidade de caráter mágico ligando os acontecimentos ao decorrer de uma narrativa desse tipo.

 

Estudos
A literatura fantástica tornou-se, especialmente nas últimas décadas do século XX, um importante tópico da literatura contemporânea, sendo alvo de diversas análises literárias, nas quais se inclui a do livro O Fantástico (1988), de Selma Calasans Rodrigues, doutora em Letras e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Na obra, Selma Rodrigues tenta introduzir o tema de uma maneira didática e sintetizada, devido às poucas páginas do livro (80 p.) e ao caráter da série à qual pertence, que é destinada principalmente ao público universitário que pretende ter uma visão geral sobre o tema. A autora, logo no capítulo inicial, apóia-se em textos de dois autores consagrados da literatura fantástica, E. T. A. Hoffmann, Laura Esquível e Gabriel García Márquez, para conceituar e explicitar as semelhanças e as diferenças dos textos que, apesar de ambos pertencerem à literatura fantástica, apresentam características peculiares que os enquadram em diferentes concepções do gênero. No segundo capítulo, Selma busca, ao longo da História, as relações entre literatura e realidade, apoiando-se desta vez em análises do escritor argentino Jorge Luis Borges e de Arvède Barine. Há também a seguinte distinção do gênero fantástico:
  • Fantástico lato sensu: refere-se a textos que fogem ao realismo estrito, tomando como referência o Realismo do século do século XIX. A partir desse ponto de vista, toma-se o Fantástico no seu sentido amplo, sendo assim possível afirmar que esta é a mais antiga forma de narrativa.
  • Fantástico stricto sensu: por se elaborar a partir da rejeição do pensamento teológico medieval e toda a metafísica, essa literatura teve suas origens no século XVIII, com o Iluminismo. Segundo Irène Bessière, o fantástico nasce daquilo que não pode ser explicado através da racionalidade e do pensamento crítico, como o complexo processo de formação dos indivíduos.
Já no terceiro capítulo, a autora passa a conceituar as diversas nomenclaturas utilizadas quando se refere à literatura fantástica, como o realismo mágico, o maravilhoso e o alegórico, que são posteriormente, no capítulo seguinte, utilizadas como apoio para comparar-se o Fantástico produzido na Europa com o Fantástico da “Hispano-América e Brasil”. De acordo com a autora, na literatura fantástica européia, ao contrário da produzida na América Latina, há uma preocupação em preservar o real quando algo sobrenatural ocorre, mesmo que a explicação apareça apenas no desfecho da obra. Visa-se, desta maneira, não se perder a verossimilhança, nem mesmo contestá-la. Já na literatura fantástica da América Latina, não há essa preocupação. Assim o verossímil funde-se com o inverossímil, o real com o sonho, como ocorre no caso da obra de Gabriel García Márquez, citada no início do livro, Cem Anos de Solidão.