Educação e Cybercultura
Toda e qualquer reflexão séria sobre o devir dos sistemas de educação e formação na cybercultura deve apoiar-se numa análise prévia da mutação contemporânea da relação com o saber. Assim existem algumas constatações que envolvem a velocidade do surgimento e da renovação dos saberes. Primeiramente, a maior parte das competências que uma pessoa adquire no início da sua vida profissional serão obsoletas no fim de sua carreira, depois a parte de transação de conhecimentos não pára de crescer e finalmente o ciberespaço suporta tecnologias intelectuais que ampliam, modificam muitas funções cognitivas humanas como a memória, a imaginação, a percepção e os raciocínios.
Somos cercados de máquinas e tecnologia, e estas tecnologias favorecem várias formas de termos acesso à informação, como navegação hipertextual (o que mais acontece), agentes de software etc. Essas tecnologias intelectuais, em relevância as memórias dinâmicas podem ser partilhadas entre um grande número de indivíduos, surgindo assim o potencial de inteligência coletiva dos grupos humanos.
Sabemos que é necessário, e é urgente modificar a forma de ensino, ´[e necessário sermos cada vez mais dinâmicos, assim o que deve ser aprendido não pode ser mais planejado. Então precisamos realizar duas grandes reformas dos sistemas de educação e formação, é necessário a adaptação dos dispositivos, do espírito do aprendizado aberto e à distância no cotidiano da educação, sendo assim é primordial um novo modelo pedagógico, modelo que favoreça os aprendizados personalizados e o aprendizado cooperativo em rede. Em segundo lugar o sistema de ensino público podem orientar os percursos individuais no saber e contribuir para o reconhecimento do conjunto de know-how das pessoas, incluindo os saberes não-acadêmico.
Na web existem várias fontes de informação e de variados “autores”, ou seja é uma multidão aberta de pontos de vista e isso gera muito tumulto, para que este Problema seja solucionado é necessário que novos instrumentos de indexação e pesquisas sejam inventados, mesmo assim o ciberespaço conservará o seu caráter aberto, heterogêneo e não-totalizavel.
Tudo na web muda e se transforma a todo momento, acontecendo assim um dilúvio de informações, isso nos confunde, portanto não há como voltarmos ao que procurávamos ou “éramos antes”, assim a web nunca será a mesma, sempre estará em, fase de aperfeiçoamento.
Assim, apesar de muitas das vezes nós recolhermos aos livros, devemos nos lembrar que vivemos “praticamente” ao poder das máquinas, nosso cotidiano não se desenvolve completamente se não estivermos com computador, internet e celular, a tecnologia nos hipnotizou e nos dominou e nós nos acomodamos com isso, uma vez que com o uso do aparelho telefônico podemos marcar encontros, reuniões, nos comunicamos por mensagens eletrônicas e marcamos viagens e etc. E é claro que não estamos isolados do mundo por que estamos a horas em frente a um computador, uma vez que estamos nos comunicando com alguém, mesmo que este alguém esteja do outro lado do mundo.
Resumindo, a web nos ajuda e muito em diversas circunstância, e nós precisamos saber como usá-la de maneira correta e principalmente precisamos aprender a “dominar” esta tecnologia, uma vez que no futuro esta tecnologia estará ainda mais avançada e lembrarmos que a web é só mais um instrumento para nos orientar com seus diversos conceitos, mas devemos nos lembrar que o saber não está na web ou em uma enciclopédia e sim no estudante, pesquisador, o saber não é mais carregado pelo livro, mas sim pela biblioteca, o saber é estruturado por uma série de remissões, assombrado, talvez desde sempre, pelo hipertexto.