terça-feira, 23 de novembro de 2010

Viciados em f7

As autoras Carla Viana Coscarelli e Else Martins dos Santos discutem em seu texto “Viciados em F7? ” sobre o uso dos corretores textuais.
Tal discussão é bastante pertinente, pois hoje em dia, com o uso da informática, tudo tem evoluído de uma forma incontrolável. Até mesmo a escrita está mudando devido aos computadores. Exemplo disso, é a utilização do chat. Nele, os usuários abreviam as palavras para economizar tempo nas conversas.
                Outra situação em que vemos a influência da informática na escrita é o uso dos corretores de textos em nossas produções. Basta iniciarmos uma frase com letra minúscula e ele trabalha automaticamente, mudando-a para letra maiúscula. Ou quando digitamos uma palavra faltando letras, ou cometemos erros de ortografia, vemos que ele sublinha o termo “errado” de vermelho ou de verde (depende do caso) para chamar a atenção do produtor para a palavra. E o danadinho ainda nos dá sugestões para a tal grafia correta!
                Para alguns este recurso é ótimo devido à desnecessidade de perder tempo com algumas situações (como aquela de iniciar frase com letra minúscula). Mas há que seja contra esta ferramenta, argumentando que a utilização do famoso “F7” seja viciante, e faça com que o usuário deixe de usar o bom e velho dicionário.

Webquest sobre o Conto fantástico

1- Introdução

Você conhece o Conto Fantástico? Já leu algum? Eles existem apenas em livros? Quais suas características? Tentaremos descobrir quais são os elementos que pertencem a esse gênero, e também, descobriremos porque ele é chamado de conto fantástico. Seja bem-vindo a um mundo onde tudo é possível, onde as ideias mais absurdas podem acontecer!


3-Tarefa.

Produzir uma narrativa fantástica

4-Processo.

a-  Consulte o site http://lportuguesa.malha.net/content/view/42/1/  que fala sobre os elementos da Narrativa Fantástica e compare com o site http://recantodasletras.uol.com.br/teorialiteraria/444314 que fala sobre Narrativa de Ficção, e responda: existe diferença entre estes gêneros narrativos?
b- Leia o texto Metamorfose de Franz Kafka encontrado neste site http://www.culturabrasil.pro.br/ametamorfose.htm e destaque os elementos fantásticos encontrados no texto.
c-      Leia o texto O gato preto de Edgar Allan Poe, indicado neste site http://www.spectrumgothic.com.br/literatura/autores/allan.htm , e relate qual o elemento de suspense que mais chamou sua atenção.
d-     Após a leitura dos textos O gato Preto e a Metamorfose, e com base nos elementos narrativos, que tipo de narrador foi utilizado nos textos.
e-      Agora que você já aprendeu bastante sobre a narrativa fantástica, produza um texto com elementos deste tipo de narrativa. Não se esqueça de ler o seu texto ao final da produção.

5- Recursos

Você poderá consultar nos sites abaixo:

E para conhecer mais, consulte:

6-     Avaliação

      Verificar:
a-       Se o texto elaborado em dupla, possui clareza na linguagem empregada .
b-     As características marcantes do texto elaborado são mesmo do gênero Fantástico
c-      Emprego dos pronomes e verbos ( 1º pessoa e 3º pessoa) são de acordo com o narrador escolhido..
d-     Se foram organizadas de forma harmoniosa as partes da narrativa.

7-     Conclusão

Os alunos construíram um texto em dupla, a partir dos elementos relacionados com o gênero NarrativA Fantástica, bem como puderam ler textos de autores considerados mestres nesta modalidade.


8-     Créditos

Queremos agradecer a professora Else Santos Martins por nos orientar sobre a construção da nossa webquest.

9 - Referências.



sábado, 20 de novembro de 2010

Bagno faz apelo

Linguísta brasileiro faz apelo aos revisores
Inara Oliveira e Laura Oliveira

Marcos Bagno, em seu artigo para a revista Caros Amigos, publicado em fevereiro de 2009, faz um apelo aos revisores de textos. Ele que é também tradutor profissional a mais de vinte e cinco anos implora aos profissionais supracitados que parem de impedir que nós brasileiros escrevamos o ''verdadeiro português brasileiro''.
Bagno afirma que quando recebe os exemplares dos livros de sua autoria enviados aos revisores de textos, percebe que as obras voltam com diversas alterações sistemáticas causando-lhe certa irritação. O Tradutor exemplifica casos como o ''num'' e ''numa'' que são automaticamente corrigidos para ''em um'' e ''em uma'', e também o caso de ''tinha visto'' que é modificado para ''havia visto''. Outro fato citado pelo escritor é o uso da próclise (pronome antes do verbo) – ''conheço-te'', ''formei-me'' - que seria ''um fenômeno gramatical morto e enterrado na língua dos brasileiros há séculos''.
Ele brinca que estes revisores fazem parte de uma seita secreta que tem como missão boicotar o português brasileiro e que eles deveriam ouvir o que os renomados autores como Mário de Andrade, José de Alencar e monteiro Lobato há tempos defendem: a causa de falar e escrever na nossa língua, a língua brasileira.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O que é Literatura Infantil?

Afinal, o que é Literatura Infantil?

A designação infantil faz com que esta modalidade literária seja considerada "menor" por alguns, infelizmente.
Principalmente os educadores vivenciam de perto a evolução do maravilhoso ser que é a criança. O contato com textos recheados de encantamento faz-nos perceber quão importante e cheia de responsabilidade é toda forma de literatura.
A palavra literatura é intransitiva e, independente do adjetivo que receba, é arte e deleite. Sendo assim, o termo infantil associado à literatura não significa que ela tenha sido feita necessariamente para crianças. Na verdade, a literatura infantil acaba sendo aquela que corresponde, de alguma forma, aos anseios do leitor e que se identifique com ele.
A autêntica literatura infantil não deve ser feita essencialmente com intenção pedagógica, didática ou para incentivar hábito de leitura. Este tipo de texto deve ser produzido pela criança que há em cada um de nós. Assim o poder de cativar esse público tão exigente e importante aparece.
O grande segredo é trabalhar o imaginário e a fantasia. E como foi que tudo começou?

Origens da Literatura Infantil

O impulso de contar histórias deve ter nascido no homem, no momento em que ele sentiu necessidade de comunicar aos outros alguma experiência sua, que poderia ter significação para todos. Não há povo que não se orgulhe de suas histórias, tradições e lendas, pois são a expressão de sua cultura e devem ser preservadas. Concentra-se aqui a íntima relação entre a literatura e a oralidade.
A célula máter da Literatura Infantil, hoje conhecida como "clássica", encontra-se na Novelística Popular Medieval que tem suas origens na Índia. Descobriu-se que, desde essa época, a palavra impôs-se ao homem como algo mágico, como um poder misterioso, que tanto poderia proteger, como ameaçar, construir ou destruir. São também de caráter mágico ou fantasioso as narrativas conhecidas hoje como literatura primordial. Nela foi descoberto o fundo fabuloso das narrativas orientais, que se forjaram durante séculos a.C., e se difundiram por todo o mundo, através da tradição oral.
A Literatura Infantil constitui-se como gênero durante o século XVII, época em que as mudanças na estrutura da sociedade desencadearam repercussões no âmbito artístico.
O aparecimento da Literatura Infantil tem características próprias, pois decorre da ascensão da família burguesa, do novo "status" concedido à infância na sociedade e da reorganização da escola. Sua emergência deveu-se, antes de tudo, à sua associação com a Pedagogia, já que as histórias eram elaboradas para se converterem em instrumento dela.
É a partir do século XVIII que a criança passa a ser considerada um ser diferente do adulto, com necessidades e características próprias, pelo que deveria distanciar-se da vida dos mais velhos e receber uma educação especial, que a preparasse para a vida adulta.

O que é Cultura?

O que é cultura?
Por Tiago Dantas
É comum dizermos que uma pessoa não possui cultura quando ela não tem contato com a leitura, artes, história, música, etc. Se compararmos um professor universitário com um indivíduo que não sabe ler nem escrever, a maior parte das pessoas chegaria à conclusão de que o professor é “cheio de cultura” e o outro, desprovido dela. Mas, afinal, o que é cultura?

Para o senso comum, cultura possui um sentido de erudição, uma instrução vasta e variada adquirida por meio de diversos mecanismos, principalmente o estudo. Quantas vezes já ouvimos os jargões “O povo não tem cultura”, “O povo não sabe o que é boa música”, “O povo não tem educação”, etc.? De fato, esta é uma concepção arbitrária e equivocada a respeito do que realmente significa o termo “cultura”.

Não podemos dizer que um índio que não tem contato com livros, nem com música clássica, por exemplo, não possui cultura. Onde ficam seus costumes, tradições, sua língua?

O conceito de cultura é bastante complexo. Em uma visão antropológica, podemos o definir como a rede de significados que dão sentido ao mundo que cerca um indivíduo, ou seja, a sociedade. Essa rede engloba um conjunto de diversos aspectos, como crenças, valores, costumes, leis, moral, línguas, etc.

Nesse sentido, podemos chegar à conclusão de que é impossível que um indivíduo não tenha cultura, afinal, ninguém nasce e permanece fora de um contexto social, seja ele qual for. Também podemos dizer que considerar uma determinada cultura (a cultura ocidental, por exemplo) como um modelo a ser seguido por todos é uma visão extremamente etnocêntrica.

O que é Cidadania?

O que é Cidadania?Em direito, cidadania é a condição da pessoa natural que, como membro de um Estado, se acha no gozo dos direitos que lhe permitem participar da vida política. A cidadania é, portanto, o conjunto dos direitos políticos de que goza um indivíduo e que lhe permitem intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, seja ao votar (direto), seja ao concorrer a cargo público (indireto).A nacionalidade é presuposto da cidadania - ser nacional de um Estado é condição primordial para o exercício dos direitos políticos. Entretanto, se todo cidadão é nacional de um Estado, nem todo nacional é cidadão - os indivíduos que não estejam investidos de direitos políticos podem ser nacionais de um Estado sem serem cidadãos.No BrasilOs direitos políticos são regulados no Brasil pela Constituição Federal em seu art. 14, que estabelece como princípio da participação na vida política nacional o sufrágio universal*. Nos termos da norma constitucional, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de dezoito anos, e facultativos para os analfabetos, os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos e os maiores de setenta anos.*Sufrágio universal consiste na extensão do sufrágio, ou o direito de voto a todos os indivíduos considerados intelectualmente maduros (em geral os adultos, porém no Brasil os adolescentes acima de 16 anos têm direito ao voto), sem distinção de raça, sexo, crença ou estatuto social.Pode ser direto, no qual todos os eleitores votam, ou indireto, quando os eleitores elegem um colégio eleitoral o qual, por sua vez, elege um dos candidatos à magistratura em questão. Este método é usado, por exemplo, nos EUA para escolha do presidente e do vice-presidente da república.

O que é leteratura fantástica?

O termo “fantástico”, presente no título deste verbete, é oriundo do latim phantasticus (-a,-um), que, por sua vez, provém do grego φανταστικός (phantastikós) - ambas as palavras provenientes de "fantasia". Refere-se ao que é criado pela imaginação, o que não existe na realidade. É aplicável a um objeto como a literatura, pois o universo da literatura, por mais que se tente aproximá-la do real, está limitado ao fantasioso e ao ficcional. Todo texto fantástico tem elementos inverossímeis, imaginários, distantes da realidade dos homens. Há, como defende Jorge Luis Borges, uma causalidade de caráter mágico ligando os acontecimentos ao decorrer de uma narrativa desse tipo.

 

Estudos
A literatura fantástica tornou-se, especialmente nas últimas décadas do século XX, um importante tópico da literatura contemporânea, sendo alvo de diversas análises literárias, nas quais se inclui a do livro O Fantástico (1988), de Selma Calasans Rodrigues, doutora em Letras e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Na obra, Selma Rodrigues tenta introduzir o tema de uma maneira didática e sintetizada, devido às poucas páginas do livro (80 p.) e ao caráter da série à qual pertence, que é destinada principalmente ao público universitário que pretende ter uma visão geral sobre o tema. A autora, logo no capítulo inicial, apóia-se em textos de dois autores consagrados da literatura fantástica, E. T. A. Hoffmann, Laura Esquível e Gabriel García Márquez, para conceituar e explicitar as semelhanças e as diferenças dos textos que, apesar de ambos pertencerem à literatura fantástica, apresentam características peculiares que os enquadram em diferentes concepções do gênero. No segundo capítulo, Selma busca, ao longo da História, as relações entre literatura e realidade, apoiando-se desta vez em análises do escritor argentino Jorge Luis Borges e de Arvède Barine. Há também a seguinte distinção do gênero fantástico:
  • Fantástico lato sensu: refere-se a textos que fogem ao realismo estrito, tomando como referência o Realismo do século do século XIX. A partir desse ponto de vista, toma-se o Fantástico no seu sentido amplo, sendo assim possível afirmar que esta é a mais antiga forma de narrativa.
  • Fantástico stricto sensu: por se elaborar a partir da rejeição do pensamento teológico medieval e toda a metafísica, essa literatura teve suas origens no século XVIII, com o Iluminismo. Segundo Irène Bessière, o fantástico nasce daquilo que não pode ser explicado através da racionalidade e do pensamento crítico, como o complexo processo de formação dos indivíduos.
Já no terceiro capítulo, a autora passa a conceituar as diversas nomenclaturas utilizadas quando se refere à literatura fantástica, como o realismo mágico, o maravilhoso e o alegórico, que são posteriormente, no capítulo seguinte, utilizadas como apoio para comparar-se o Fantástico produzido na Europa com o Fantástico da “Hispano-América e Brasil”. De acordo com a autora, na literatura fantástica européia, ao contrário da produzida na América Latina, há uma preocupação em preservar o real quando algo sobrenatural ocorre, mesmo que a explicação apareça apenas no desfecho da obra. Visa-se, desta maneira, não se perder a verossimilhança, nem mesmo contestá-la. Já na literatura fantástica da América Latina, não há essa preocupação. Assim o verossímil funde-se com o inverossímil, o real com o sonho, como ocorre no caso da obra de Gabriel García Márquez, citada no início do livro, Cem Anos de Solidão.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Educação e Cybercultura

Educação e Cybercultura

Toda e qualquer reflexão séria sobre o devir dos sistemas de educação e formação na cybercultura deve apoiar-se numa análise prévia da mutação contemporânea da relação com o saber. Assim existem algumas constatações que envolvem a velocidade do surgimento e da renovação dos saberes. Primeiramente, a maior parte das competências que uma pessoa adquire no início da sua vida profissional serão obsoletas no fim de sua carreira, depois a parte de transação de conhecimentos não pára de crescer e finalmente o ciberespaço suporta tecnologias intelectuais que ampliam, modificam muitas funções cognitivas humanas como a memória, a imaginação, a percepção e os raciocínios.
Somos cercados de máquinas e tecnologia, e estas tecnologias favorecem várias formas de termos acesso à informação, como navegação hipertextual (o que mais acontece), agentes de software etc. Essas tecnologias intelectuais, em relevância as memórias dinâmicas podem ser partilhadas entre um grande número de indivíduos, surgindo assim o potencial de inteligência coletiva dos grupos humanos.
Sabemos que é necessário, e é urgente modificar a forma de ensino, ´[e necessário sermos cada vez mais dinâmicos, assim o que deve ser aprendido não pode ser mais planejado. Então precisamos realizar duas grandes reformas dos sistemas de educação e formação, é necessário a adaptação dos dispositivos, do espírito do aprendizado aberto e à distância no cotidiano da educação, sendo assim é primordial um novo modelo pedagógico, modelo que favoreça os aprendizados personalizados e o aprendizado cooperativo em rede. Em segundo lugar o sistema de ensino público podem orientar os percursos individuais no saber e contribuir para o reconhecimento do conjunto de know-how das pessoas, incluindo os saberes não-acadêmico.
Na web existem várias fontes de informação e de variados “autores”, ou seja é uma multidão aberta de pontos de vista e isso gera muito tumulto, para que este Problema seja solucionado é necessário que novos instrumentos de indexação e pesquisas sejam inventados, mesmo assim o ciberespaço conservará o seu caráter aberto, heterogêneo e não-totalizavel.
Tudo na web muda e se transforma a todo momento, acontecendo assim um dilúvio de informações, isso nos confunde, portanto não há como voltarmos ao que procurávamos ou “éramos antes”, assim a web nunca será a mesma, sempre estará em, fase de aperfeiçoamento.
Assim, apesar de muitas das vezes nós recolhermos aos livros, devemos nos lembrar que vivemos “praticamente” ao poder das máquinas, nosso cotidiano não se desenvolve completamente se não estivermos com computador, internet e celular, a tecnologia nos hipnotizou e nos dominou e nós nos acomodamos com isso, uma vez que com o uso do aparelho telefônico podemos marcar encontros, reuniões, nos comunicamos por mensagens eletrônicas e marcamos viagens e etc. E é claro que não estamos isolados do mundo por que estamos a horas em frente a um computador, uma vez que estamos nos comunicando com alguém, mesmo que este alguém esteja do outro lado do mundo.
Resumindo, a web nos ajuda e muito em diversas circunstância, e nós precisamos saber como usá-la de maneira correta e principalmente precisamos aprender a “dominar” esta tecnologia, uma vez que no futuro esta tecnologia estará ainda mais avançada e lembrarmos que a web é só mais um instrumento para nos orientar com seus diversos conceitos, mas devemos nos lembrar que o saber não está na web ou em uma enciclopédia e sim no estudante, pesquisador, o saber não é mais carregado pelo livro, mas sim pela biblioteca, o saber é estruturado por uma série de remissões, assombrado, talvez desde sempre, pelo hipertexto.

sábado, 6 de novembro de 2010

O que é Bulling?

O que é Bulling?

Bullying é uma situação que se caracteriza por atos agressivos verbais ou físicos de maneira repetitiva por parte de um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo inglês refere-se ao verbo "ameaçar, intimidar". A versão digital desse tipo de comportamento é chamada de cyberbullying, quando as ameaças são propagadas pelo meio virtual.
Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas. E todo ambiente escolar pode apresentar esse problema. "A escola que afirma não ter bullying ou não sabe o que é ou está negando sua existência", diz o médico pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia), que estuda o problema há nove anos.
Segundo o médico, o papel da escola começa em admitir que é um local passível de bullying, informar professores e alunos sobre o que é e deixar claro que o estabelecimento não admitirá a prática - prevenir é o melhor remédio. O papel dos professores também é fundamental. Eles podem identificar os atores do bullying - agressores e vítimas. "O agressor não é assim apenas na escola. Normalmente ele tem uma relação familiar onde tudo se resolve pela violência verbal ou física e ele reproduz isso no ambiente escolar", explica o especialista. Já a vítima costuma ser uma criança com baixa autoestima e retraída tanto na escola quanto no lar. "Por essas características, é difícil esse jovem conseguir reagir", afirma Lauro. Aí é que entra a questão da repetição no bullying, pois se o aluno reage, a tendência é que a provocação cesse.
Claro que não se pode banir as brincadeiras entre colegas no ambiente escolar. O que a escola precisa é distinguir o limiar entre uma piada aceitável e uma agressão. "Isso não é tão difícil como parece. Basta que o professor se coloque no lugar da vítima. O apelido é engraçado? Mas como eu me sentiria se fosse chamado assim?", orienta o médico. Ao perceber o bullying, o professor deve corrigir o aluno. E em casos de violência física, a escola deve tomar as medidas devidas, sempre envolvendo os pais.
O médico pediatra lembra que só a escola não consegue resolver o problema, mas é normalmente nesse ambiente que se demonstram os primeiros sinais de um agressor. "A tendência é que ele seja assim por toda a vida a menos que seja tratado", diz. Uma das peças fundamentais é que este jovem tenha exemplos a seguir de pessoas que não resolvam as situações com violência - e quem melhor que o professor para isso? No entanto, o mestre não pode tomar toda a responsabilidade para si. "Bullying só se resolve com o envolvimento de toda a escola - direção, docentes e alunos - e a família", afirma o pediatra.

Achei muito importante esta reportagem!

Cartilha alerta para os perigos da internet

É um guia do Comitê para Democratização da Informática que pode ajudar crianças e adolescentes a não se tornarem criminosos sem saber.

O Jornal Nacional começa nesta quarta com um assunto que afeta milhões de brasileiros e que vai afetar mais gente amanhã e depois, porque o uso da internet se espalha no país e coloca todo mundo diante de serviços novos e de perigos novos.
Exatamente pra alertar as pessoas pra esses perigos e pra fazê-las aproveitar melhor os serviços da internet foi criada uma espécie de cartilha. É um guia que pode ajudar crianças e adolescentes inclusive a não se tornarem criminosos sem saber.
Conheça o Guia para o Uso Responsável da Internet
"Pense bem antes de publicar qualquer coisa na internet". Sabrina não seguiu essa regra básica. Ela e um grupo de amigas trocaram xingamentos com alunas de outra turma pela internet. A escola e a mãe tiveram de intervir.
“Começa com uma pequena rivalidade, mas isso pode gerar até violência. Não é bom pra ela, não é bom pros outros”, alerta Mariana de Sousa Araújo, mãe de Sabrina.
“A gente resolveu que agora a gente tem respeito, cada uma no seu canto”, contou a estudante Sabrina Mariana de Sousa.
Uma pesquisa divulgada este ano por uma ONG que promove direitos humanos mostrou que 33% dos quase 2,2 mil estudantes entrevistados têm um amigo que já sofreu algum tipo de humilhação na internet.
Boa parte dos problemas ocorre porque muita gente não tem ideia do alcance da internet e não sabe se comportar no mundo virtual. Os especialistas alertam que a internet é como uma grande praça pública, mas com uma diferença: as informações e imagens divulgadas podem ser vistas por milhões de pessoas, copiadas e manipuladas, o que exige um cuidado extra.
Nesta quarta, o Comitê para Democratização da Informática lançou uma nova cartilha com dicas para uma navegação segura.
“Da mesma forma que ela presta atenção ao atravessar a rua e olha bem por onde anda, na internet também os perigos são reais. Ela precisa tomar muito cuidado consigo mesma para evitar cair em armadilhas online”, orienta Rodrigo Nejm, psicólogo da ONG Safernet.
A versão que circula na internet é para crianças, pais e professores. As dicas aparecem em forma de jogos, brincadeiras e histórias em quadrinhos. A principal é: não informe dados pessoais, como endereço ou telefone.
O internauta vai saber como identificar uma situação de cyberbulling, que é o uso da internet pra humilhar ou ofender uma pessoa.
Outra recomendação é não responder a ameaças e provocações. Se souber de alguém que esteja sendo intimidado, avise um adulto em quem confie.

“É muito importante que você possa ter uma atitude sustentável com seu filho, de diálogo, conversa olho no olho e acompanhamento do que seu filho faz ou aluno estão fazendo no computador. O computador não deve ficar no quarto, mas na sala, um lugar de circulação pra você, como responsável, possa ver e orientar seu filho na navegação da internet”, ensina Rodrigo Baggio, do Comitê para Democratização da Informática.

Internet: Oportunidade ou ameaça?

A INTERNET:
OPORTUNIDADE OU AMEAÇA?
Em 1994, os primeiros servidores da Internet, uma rede internacional de computadores, começaram a operar no Brasil. Em 1999, mais de cinco milhões de brasileiros usaram a Internet no dia-a-dia. Até o ano 2003, calcula-se que mais de 20 milhões de brasileiros serão usuários dessa rede (Época, 20/12/99, páginas 98-99). A Internet representa a maior revolução em comunicação pessoal desde a televisão. Já influencia quase todos os aspectos das nossas vidas. De educação a esportes, de negócios a namoro, e de lazer a louvor, a Internet se tornou uma parte importante da vida de milhões de pessoas.

Como é que o servo de Deus deve encarar este novo meio de comunicação? Algumas pessoas o consideram uma ferramenta do Diabo. Outros vêem a Internet como uma oportunidade para comunicar com outras pessoas, até sobre os assuntos mais importantes, os que vêm da palavra do Senhor. O propósito deste artigo é tentar colocar em perspectiva a Internet, considerando alguns princípios bíblicos que devemos lembrar quando avaliamos e usamos essa rede internacional.
O que é a Internet?

Computadores transmitem mensagens por fios. Dentro de um computador, as mensagens são transmitidas do teclado para o processador, e do processador para outos dispositivos, tais como o monitor e as unidades de armazenagem (discos, fitas, etc.). A Internet nada mais é do que uma extensão desta comunicação, em que vários computadores são usados para comunicar, um com o outro, transmitindo qualquer tipo de informação que pode ser armazenada eletronicamente. Palavras, sons e imagens (fotografias e vídeos) podem ser transmitidos por uma simples ligação telefônica. A Internet é meramente um meio de comunicação.
A Internet facilita a comunicação

Qualquer coisa boa que pode ser comunicada entre seres humanos vai longe com grande facilidade pela Internet. Ela serve como ferramenta poderosa para manter contato entre parentes e amigos separados por grandes distâncias. É útil na pesquisa educacional, profissional e até religiosa, pois oferece acesso rápido a muitos textos e imagens de todos os cantos do mundo. Este artigo que você está lendo apareceu na Internet antes de ser distribuído pelo correio na edição tradicional do boletim. Notícias de qualquer lugar no mundo chegam em poucos instantes, permitindo um contato maior entre pessoas.

A capacidade de se comunicar com palavras é um presente que Deus deu aos homens desde a criação do primeiro casal. Tudo que a Bíblia fala sobre o uso da língua deve ser aplicado à comunicação pela Internet. "Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. . . . Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem" (Efésios 4:25,29). "Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar; tardio para se irar.... Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã." (Tiago 1:19,26).

Sabemos que a língua é difícil de controlar e que ela facilmente machuca outras pessoas (Tiago 3:1-12). A Internet apresenta uma tentação enorme para quem não aprendeu segurar a língua. Qualquer mensagem, mesmo mentiras, fofocas, e falsas acusações, pode chegar ao outro lado do mundo em meros segundos. E, pior que a conversa particular ou por telefone, neste ponto a Internet facilita a comunicação a centenas ou milhares de pessoas em poucos instantes.

Alguns perigos da Internet

Qualquer coisa que o homem pode imprimir no papel pode ser colocada na Internet. Pesquisas, literatura, notícias, etc. se encontram na Internet. Mas, há alguns perigos neste aspecto da rede.

Œ Qualquer pessoa pode colocar suas idéias na Internet. No passado, a comunicação de idéias ao público era privilégio das poucas pessoas com influência ou recursos para imprimir suas publicações ou produzir programas de televisão ou rádio. Hoje, qualquer pessoa pode comunicar pela Internet, mesmo as pessoas que não têm nenhum conhecimento dos assuntos tratados. (Veja Atos 17:11).
 A censura da Internet é praticamente impossível. Com mais de 3,5 milhões de sites (locais onde pessoas podem procurar informações) e 200 milhões de usuários no mundo inteiro, cada um capaz de colocar suas idéias na frente de outras pessoas (Época, 20/12/99, página 93), não existe governo capaz de controlar o conteúdo da Internet. Esse fato tem seu lado bom, em saber que ninguém pode suprimir artigos como este. Mas, ao mesmo tempo, há muitas coisas erradas facilmente disponíveis na rede. Há milhares de sites que incentivam inimizade, violência, imoralidade, rebelião, adoração ao Diabo, etc. Correio eletrônico (e-mail) e sites de bate-papo podem ser usados por pessoas maldosas com intenções impuras ou criminosas.
Ž A disponibilidade de muitas informações, quase de graça, convida o usuário a ficar viciado na rede. Tempo que deveria ser usado para orar, estudar a Bíblia, louvar ao Senhor, estar com a família e com outras pessoas acaba sendo gasto na frente de uma tela de 14 polegadas.
 A Internet pode contribuir à solidão. Parece engraçado! Uma ferramenta que abre portas de comunicação com o mundo inteiro acaba, muitas vezes, criando mais isolação e solidão. Na segurança do próprio lar, uma pessoa pode se comunicar com muitos sem ter contato pessoal com ninguém. Deus nos criou como seres sociais, precisando de contato com outras pessoas. Por isso, ele nos deu o casamento, a família e a igreja. Nós precisamos de outras pessoas. Uso descontrolado da Internet rouba as pessoas deste contato essencial com outros.
Sugestões para o uso da Internet

Amelhor sugestão sobre o uso da Internet foi feita mais de 1.900 anos antes dela! Paulo, um dos apóstolos do Senhor, disse: "Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento" (Filipenses 4:8). Seria bom se tivesse como colar este versículo do lado do monitor de cada computador no mundo. Este mandamento de Deus exige uma preocupação da nossa parte quando assistimos à televisão, escutamos música ou entramos na Internet. Mas, de todos esses meios de comunicação, é a Internet que exige mais cuidado. Algumas sugestões:

Œ Pais devem sempre supervisionar o uso da Internet por crianças e jovens. Imagine uma banca de jornais com milhares de revistas pornográficas, livros que incentivam a adoração de Satanás, e outros que ensinam como conseguir armas e fazer bombas, junto com uma locadora de vídeos igualmente maus. Agora, imagine a seguinte placa na frente deste comércio: "Entrada franca para pessoas de qualquer idade. Toda a nossa mercadoria é de graça. Fique à vontade e leve o que quiser!" Infelizmente, a Internet, mal-usada, pode ser exatamente assim. Pesquisas mostram que qualquer pessoa, até uma criança, pode acessar textos, imagens e conversas absolutamente horríveis, sem pagar nada. Existem programas para facilitar os esforços dos pais a controlar o acesso dos filhos aos sites inapropriados, mas não há garantia que sempre conseguem identificar e bloquear as coisas erradas. Uma boa regra é de não deixar os filhos usar a Internet se não tiver um dos pais presente supervisionando.
 Qualquer usuário deve controlar seu tempo na rede, nunca deixando de fazer as coisas mais importantes. Enquanto a Internet oferece coisas que podem ajudar no estudo da Bíblia, ninguém deve se enganar pensando que tempo navegando de um site para outro é tempo investido no estudo das Escrituras. Clique em "desconectar" e abra a sua Bíblia! "Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus" (Efésios 5:15-16).
Ž Mantenha o computador de sua família num lugar aberto e acessível. "E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as. Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha. Mas todas as coisas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas, porque tudo que se manifesta é luz" (Efésios 5:11-13). Se um televisor no quarto de jovens ou crianças é perigoso, imagine o perigo muitas vezes maior de um computador, ligado à Internet, no quarto de alguém que ainda não tem maturidade para se controlar. Esta sugestão não aplica somente aos jovens. Muitos casamentos já foram estragados pelo acesso fácil à pornografia na rede, ou pela facilidade de começar um caso extra-conjugal pelo e-mail.
 Continue se comunicando com sua família. Não deixe as maravilhas da tecnologia roubarem sua família do precioso dom de comunicação que Deus deu para todos nós. Desligue o sistema de som, o televisor, e o computador e fale com sua família. Ensine seus filhos; ouça a sua esposa ou o seu marido; ore com sua família; estude a Bíblia juntos. 3.500 anos atrás, Deus pediu que os pais falassem com os filhos sobre a palavra dele "assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te" (Deuteronômio 6:7). Este conselho é bom para hoje, também.

Alguns ricos que corremos na internet (e não sabemos)

Você sabia que, segundo estimativas, cerca de 39% dos funcionários de uma empresa que tem acesso a Internet, passam mais de cinqüenta minutos em média por dia, visitando sites que não possuem qualquer relação com as funções dentro do ambiente de trabalho? Estes dados foram revelados a partir de uma pesquisa produzida pelo instituto norte americano Websense, com foco especificamente nos hábitos dos funcionários das empresas latino-americanas.

Milhões de pessoas ao redor do mundo não conseguem, por exemplo, ficar ao menos um dia sem acessar redes sociais, sejam crianças ou adultos. Muitos têm a necessidade de entrar no Orkut ou Facebook até mesmo nas férias e viagens com a família.

Outro fato inquietante tem origem na larga disseminação do conhecimento tecnológico, seja por meio das faculdades, pólos e até revistas em banca, que ensinam pessoas a se tornarem "hackers" e coloca o Brasil como um dos lideres entre os paises que mais produzem ameaças virtuais a partir da Internet. Infelizmente, ainda não há, por parte das autoridades, uma legislação rigorosa para punir o criminoso virtual. Qualquer um pode fazer downloads livres de programas para invadir redes e computadores, de forma totalmente liberada.

Nos últimos anos presenciamos o surgimento de equipamentos como os smartphones e netbooks que garantem grande mobilidade. A relação "Celular e Internet" já é uma realidade permitindo ao usuário se locomover de um lugar ao outro acessando sites diversos, conta bancária, etc. Com isto, é natural que haja um crescimento da criminalidade virtual.

O que dizer então dos games on-line? Quando a pessoa utiliza um jogo na rede, está ligada a um servidor através de uma porta e fica totalmente vulnerável a programas espiões e a invasores. Se o servidor do jogo tiver um administrador mal-intencionado, ele poderá injetar um vírus ou um trojan em todos os jogadores conectados naquele momento. Tudo dependerá da índole de quem está por trás do servidor.

Atualmente há muitas soluções de segurança interessantes, como antivírus e firewall, mas o problema é que são muito pesados. E justamente por esse motivo, o usuário as compra e não habilita todas as ferramentas do pacote. É praticamente impossível manter um sistema completamente seguro sem sacrificar a velocidade, até mesmo porque a maioria dos usuários domésticos não possui um equipamento de grande qualidade. Outro agravante é o fato do Brasil estar muito defasado ao que se refere à taxa de transferência de outros países como o Japão, onde em uma residência um computador trabalha em 100 mbps, enquanto as empresas nacionais em média utilizam apenas 2 mega.

Seria injusto afirmar que o Governo está de braços cruzados. Hoje já existem algumas leis para Internet, porém, a burocracia além de vagarosa é enorme. Essa questão contrasta com a era da Internet, onde tudo acontece na velocidade de um clique. Então, é necessário que estas liberações ocorram de forma muito mais rápida, acompanhando a era digital.

sábado, 30 de outubro de 2010



Era uma vez um casal que fazia bodas de prata e estava também celebrando os seus 60 anos de idade.
 
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