Linguísta brasileiro faz apelo aos revisores
Inara Oliveira e Laura Oliveira
Marcos Bagno, em seu artigo para a revista Caros Amigos, publicado em fevereiro de 2009, faz um apelo aos revisores de textos. Ele que é também tradutor profissional a mais de vinte e cinco anos implora aos profissionais supracitados que parem de impedir que nós brasileiros escrevamos o ''verdadeiro português brasileiro''.
Bagno afirma que quando recebe os exemplares dos livros de sua autoria enviados aos revisores de textos, percebe que as obras voltam com diversas alterações sistemáticas causando-lhe certa irritação. O Tradutor exemplifica casos como o ''num'' e ''numa'' que são automaticamente corrigidos para ''em um'' e ''em uma'', e também o caso de ''tinha visto'' que é modificado para ''havia visto''. Outro fato citado pelo escritor é o uso da próclise (pronome antes do verbo) – ''conheço-te'', ''formei-me'' - que seria ''um fenômeno gramatical morto e enterrado na língua dos brasileiros há séculos''.
Ele brinca que estes revisores fazem parte de uma seita secreta que tem como missão boicotar o português brasileiro e que eles deveriam ouvir o que os renomados autores como Mário de Andrade, José de Alencar e monteiro Lobato há tempos defendem: a causa de falar e escrever na nossa língua, a língua brasileira.
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